Encontro #27, módulo 3

O encontro de hoje foi um desenvolvimento do nosso encontro anterior. Misturando IMPROVISO com alguns RITMOS, criamos uma PAISAGEM SONORA e deixamos a IMAGINAÇÃO fluir. É incrível como a gente consegue reaproveitar coisas sem nem perceber, né?


Dalga, nosso oficineiro, nos mostrou um mundo de novas possibilidades sonoras. Trabalhamos com um reco-reco, vimos um trecho do espetáculo "Dr. Plástico" e nos aventuramos a partir da REUTILIZAÇÃO de materiais que outrora iriam pro lixo: qualquer superfície que tenha algum tipo de textura, ondulação, como uma vara, baqueta, caneta, pode virar um reco-reco. Já imaginou? E se quisermos entrar nesta vibe TEATRAL, nós mesmos podemos criar personagens como o Refri e a Pet, do "Dr. Plástico". Basta algumas garrafas plásticas, peças para colocar dentro e simular um chocalho, assobios e... feito! Está pronto o ESPETÁCULO! A verdadeira beleza das coisas está escondida na SIMPLICIDADE que elas carregam. Basta a gente atentar os ouvidos!


Conforme fomos realizando as atividades, Dalga nos explicou que nossa memória trabalha em vários níveis. Quando se trata de música, ao aprender um outro instrumento, a gente usa três níveis: visual, cinestésico e auditivo. Por isso, é muito importante observar, aprender o movimento e, sobretudo, escutar. O APRENDIZADO vem com paciência e demanda equilíbrio e concentração. Até o silêncio é importante. Em meio a essa DIVERSIDADE DE SONS, apurar o ouvido e ter disciplina é essencial.


Por fim, deveríamos montar uma paisagem sonora utilizando todos os materiais disponíveis para nossa oficina: lata de lixo, escova de dente, caixa de papelão e por aí vai. Em GRUPO, fomos escolhendo os utensílios e percebendo suas novas facetas, ressignificando seus usos. A gente fez trovão com lata de lixo, chuva com chapa de raio-X... Deixamos nosso lado CRIATIVO falar mais alto e concluímos nossa missão com sucesso.


Assim como os instrumentos com materiais reciclados, a gente deve aprender a encarar as adversidades por um outro ponto de vista, reconhecer suas (novas) potencialidades e respeitando a nós mesmos e aos outros. Sem a troca, a gente não evolui. E sem evolução, não tem composição em grupo. De que adianta cantarolar por aí sem alguém pra dividir as estrofes da nossa vida, não é mesmo? Até a próxima!