Encontro #23, módulo 3


Dando continuidade às nossas últimas atividades, o encontro de hoje contou com mais dois participantes do grupo Barbatuques: André Hosoi e Giba Alves. A UNIÃO dessas duas mentes incríveis transmitia tanta HARMONIA que a gente foi se envolvendo de maneira tão sutil e SUPREENDENTE que, quando nos demos conta, já estávamos criando música!


Os exercícios de hoje foram um aprimoramento das atividades realizadas na segunda-feira. Aprendemos novos sons, complementamos algumas batidas, conhecemos novos RITMOS, descobrimos outros PULSOS, exploramos nossa CRIATIVIDADE. Foi mágico!


Apesar da DIFICULDADE DE COORDENAÇÃO MOTORA, nos apropriamos do nosso INSTRUMENTO CORPORAL e a REALIZAÇÃO foi INESQUECÍVEL. Desenvolvemos mais técnicas, fomos perdendo a vergonha, aumentamos a concentração e, com AFETO e paciência para com a gente e com o outro, nos demos a OPORTUNIDADE de abraçar o IMPROVISO e fazer arte com o desconhecido.


Percebemos que, apesar do improviso ser um dos momentos mais divertidos da dinâmica, é também quando a gente mais se retrai. A questão – inclusive dialogada com os oficineiros numa roda de conversa super gostosa e bacana –­ é que a liberdade assusta, não é mesmo? A gente sente medo, insegurança...E por isso a UNIÃO é tão importante: o trabalho em grupo dispõe de artimanhas pra gente evoluir não só coletivamente, mas de maneira individual também. Pra se arriscar e desenvolver outras habilidades, a gente tem que ter coragem e jogo de cintura. Tudo isso fica ainda mais fácil quando se tem o apoio dos amigos, pra ajudar nos contratempos e bater palmas nas vitórias.


Assim como na música, nossa vida é feita de som e silêncio. Somos compostos por potências e limitações. Os sons e o ritmo são nossas qualidades. As pausas e o silêncio também compõem a melodia da vida. Quanto mais a gente trabalha e avança no autoconhecimento, na percepção, na TROCA, no OUVIR, sentir, experimentar, mais nos aproximamos de nós mesmos.


A música que existe em cada um de nós é única. Somos singulares. Avançamos e sentimos para, no final, virarmos maestros de nossa própria composição!


Até a próxima.