Encontro #15, módulo 2

Você pode não saber por onde começar, mas é importantíssimo ter em mente onde você quer chegar e botar o pé na estrada. Aperte os cintos e nos acompanhe nessa trajetória! O objetivo do encontro de hoje foi trabalhar os conceitos de metrópole, conurbação e urbanização, relacionando-os às questões sociais. Durante nosso bate-papo, falamos sobre o fluxo urbano e visualizamos a cidade como uma construção histórica, reconhecendo-a como uma sociedade que é resultado do DESENVOLVIMENTO da POPULAÇÃO, mas também como uma entidade que vive, pulsa e nos abriga, abarcando os nossos sonhos.


Começamos lá na quadra com o Jogo da Máquina, de Augusto Boal, um exercício envolvendo corpo e som cujas temáticas - escolhidas por nós em debate - foram tecnologia e TRANSPORTE. Com gestos e sons, fomos montando uma série de intervenções cênicas no espaço e, simultaneamente, acabamos refletindo sobre nossa relação com os lugares que a gente ocupa e os anseios em desbravar novos espaços.


Por isso, começamos a conversar sobre nosso aquecimento e notamos que nossos gestos e sons criavam imagens daquilo que nós entendíamos por paisagens da cidade. Falamos sobre São Paulo, sobre centro da cidade, sobre, transporte, trânsito e vida cotidiana em geral. E o IMPACTO foi perceber que, no meio dessa correria toda, passamos várias horas conectados.


Depois assistimos um documentário chamado "À Deriva - Mapa Xilográfico" , o filme, feito por um coletivo de artistas e educadores, retoma o tema trabalhado no início do encontro. Fala da cidade, de urbanização, do DESMATAMENTO, da evolução da PERIFERIA e, sobretudo, nossa relação com esses espaços. Esse papo todo, muito rico e interessante, nos deixou reflexivos. Que cidade é essa que a gente vive? Como a gente ocupa? O que a gente deseja? Pra onde a gente vai? Como é que a gente vai chegar até lá? Foi incrível ver como a AÇÃO POPULAR pode transformar e fazer diferença na questão da DESIGUALDADE seja social, CULTURAL ou econômica.


E, junto com nossas impressões, pegamos os mapas que produzimos e percebemos que haviam pontos que, num outro momento, não tínhamos notado ou classificado como conhecidos.

Por isso, a gente expandiu a marcação TERRITORIAL, aplicando uma nova perspectiva: onde é que a gente quer ir? Conversa vai, conversa vem, argumentávamos sobre a nossa vontade de ocupação versus o lugar que a gente, de fato, ocupa. Será que falta tempo? É preguiça? E o TRANSPORTE público, contribui para conhecermos outros lugares? Com a cabeça longe, pensativos, chegamos à conclusão que a cidade é nossa. E só é cidade porque a gente tá presente nela, oras! Ocupá-la é questão de empoderamento e consciência, características que a gente vem trabalhando mais a cada encontro. Questionar a INCLUSÃO e a EXCLUSÃO é preciso, movimentar-se, mais ainda! Até a próxima!